sexta-feira, 22 de março de 2019

Niterói, RJ

A Honda quer usar os ventos do sul para produzir motos em Manaus

Publicado em 30/11/2014 - 18:54

Em 2014, o Brasil só ficou atrás da China e Alemanha em investimentos na energia eólica.

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Se depender da vontade da Honda, a cidade de Xangri-Lá (RS) estará sempre sujeita à rajada de ventos. A montadora inaugurou no município gaúcho seu primeiro parque eólico do mundo, que será capaz de gerar toda a demanda de energia da fábrica de Sumaré (SP). A Honda Energy do Brasil, braço do grupo criado para desenvolver o projeto, investiu R$ 100 milhões para a construção do parque, que conta com nove torres de aerogeradores. Cada uma pode gerar 3 MW/hora, resultando em um total de 95.000 MW por ano.

“A demanda da nossa fábrica em Sumaré é de 70.000 MW, portanto, ainda há um excedente a ser explorado, que pode ser utilizado no fornecimento de alguma cidade aqui da região, como Osório”, afirma Carlos Eigi, presidente da Honda Energy. A energia gerada em Xangri-Lá é direcionada para o Sistema Interligado Nacional (SIN), que transforma esse valor em crédito para a unidade de Sumaré.

A Honda quer expandir sua capacidade de produzir energia eólica. No futuro, ela planeja que 100% da energia utilizada pela fábrica de motocicletas de Manaus (AM) e pela nova unidade Itirapina (SP), ainda em construção, também seja suprida pela força dos ventos. “A ideia é ampliar o uso dessa energia renovável”, diz Issao Mizoguchi, presidente da Honda América do Sul.

A empresa garante que não é o aspecto financeiro — da ecomomia nos custos de energia elétrica — que está no centro da questão. Mas sim o compromisso de redução de emissões de poluentes. O parque permitirá que 2.200 toneladas de C02 não sejam despejadas no meio ambiente anualmente.

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A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Melo, saudou a iniciativa pioneira da Honda na indústria automobilística brasileira. “O Brasil foi o terceiro país que mais investiu em energia eólica no mundo em 2014, atrás apenas de China e Alemanha”, anuncia. “Até 2018, teremos 15 GW de fontes eólica instaladas no país.”

(Mário Venditti)

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