quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Niterói, RJ

Mãe e padrasto são suspeitos de matar e enterrar criança no quintal

Publicado em 23/02/2018 - 20:10

 

Uma história pra lá de confusa abalou o município de Teresópolis e intriga a polícia, que tenta juntar as peças do quebra-cabeça. Mikaelly de Oliveira Ribeiro, de dois anos, foi morta provavelmente em outubro e só agora a polícia localizou seus restos mortais, enterrados em um quintal.

A mãe da criança foi levada pela Polícia Militar para a 106ª Delegacia de Polícia, em Itaipava. Segundo a PM, os agentes receberam uma denúncia sobre o crime e, por este motivo, a levaram para prestar depoimento. No local, ela confessou que participou da ocultação do corpo, mas acusou o padrasto da criança de ter sido responsável pela morte da filha.

Em seguida, a jovem foi transferida para Teresópolis e os policiais da 110ª DP, junto com a PM e o Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas pelos restos mortais da criança, que foram encontrados na madrugada de sábado (17).

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Segundo o delegado, Paulo Freitas, a mãe e o padrasto da criança, trocaram acusações sobre o crime. Os dois acabaram presos em flagrante pela ocultação de cadáver e, segundo a polícia, também vão responder por homicídio.

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Segundo a polícia, a jovem era de Juiz de Fora e conheceu o suspeito por meio de uma rede social. Ela foi morar com ele em junho de 2017 e levou a filha. No depoimento, a mulher disse aos policiais que o homem a deixava trancada dentro de casa, que impediu que tivesse contato com a família e que também a agredia.

Após a morte da menina, a mulher disse que eles se mudaram para um bairro de Petrópolis, cidade vizinha, e que ele continuou a agredindo e depois a expulsou de casa. A jovem afirma que acabou indo morar na casa de uma mulher, que a acolheu na região, e que o suspeito voltou para Teresópolis com a família e que desde então não teve mais informações sobre ele.

“Tanto a mãe da criança, quanto o padrasto, falam que um viu o outro tentando reanimar a menina e que constataram que ela estava morta depois que não sentiram mais os batimentos cardíacos dela. Mas nenhum dos dois justificou a lesão que causou a morte”, afirma Paulo Freitas.

Os restos mortais foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) e, segundo o delegado, o laudo vai comprovar se o DNA da criança é o mesmo da mãe.

O exame deve ficar pronto em até 30 dias, mas ele acredita que, devido ao tempo que passou, não deve conseguir informações mais detalhadas sobre as causas da morte.

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