sábado, 17 de novembro de 2018

Niterói, RJ

Dilson Ornelas: Como ficam as hegemonias após a eleição de 2018

Publicado em 29/10/2018 - 15:56

 

As eleições deste ano jogaram por terra pelo menos duas hegemonias de partidos que se mantinham no poder a alguns anos, do PT no Acre, e do MDB no Rio de Janeiro. Mas reforçaram outras, em São Paulo, Bahia e Pernambuco.

No Acre, onde o PT governou por 20 anos, os eleitores acabaram com um ciclo em que os irmãos Viana, Tião e Jorge, se alternavam no governo e no Senado. Tião Viana não conseguiu fazer o seu sucessor (também pelo PT) Marcus Alexandre e Jorge Viana perdeu a reeleição para o Senado.

No Rio de Janeiro, onde o PMDB (atual MDB) governou pelos últimos 16 anos, os eleitores preferiram eleger o novato Wilson Witzel, do PSC. O candidato do DEM, que governou a capital fluminense por oito anos pelo antigo PMDB, perdeu para Witzel por mais de 1.500.000 votos. A hegemonia poderia ter sido quebrada já em 2003, quando Rosinha Garotinho foi eleita pelo PSB, mas se filiou em seguida ao PMDB.

Mas algumas hegemonias ainda foram mantidas e até reforçadas. Em São Paulo, onde João Doria se elegeu governador, o PSDB está há 24 anos no poder. É bem verdade que os vices Cláudio Lembo (PFL) em 2006 e Márcio França (PSB) em 2018 assumiram o governo após Geraldo Alckmin (PSDB) se afastar para concorrer à Presidência. Mas o PSDB de João Doria e Geraldo Alckmin venceu as eleições em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018.

Outras duas hegemonias foram reforçadas em 2018, a do PT na Bahia, e do PSB em Pernambuco. Os baianos elegeram governadores petistas em 2006, 2010, 2014 e 2018. E nesses mesmos anos, os eleitores de Pernambuco elegeram políticos do PSB, de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Porém, em Pernambuco, o vice João Lyra (PDT) assumiu o governo em 2014 após Eduardo Campos (PSB) se afastar para concorrer à Presidência.

Dilson Ornelas é jornalista e editor do Jornal Niterói Urgente

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