terça-feira, 23 de abril de 2019

Niterói, RJ

Tráfico obriga comércio a fechar portas no centro de Niterói

Publicado em 28/04/2015 - 00:43

Clima é de apreensão depois de morte de Alex da Silva Júlio, o Lequinho Capeta. Um policial morreu baleado em confronto

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Após a troca de tiros que terminou com um policial militar e um traficante mortos no Morro do Estado, em Niterói, o comércio no entorno da região fechou as portas. A ordem teria partido de traficantes por conta da morte Alex da Silva Júlio, o Lequinho Capeta, de 26 anos, gerente do tráfico na comunidade.

“Comércio fechado no Centro da cidade, no entorno do Morro do Estado. Feriado? Não. Ordens do tráfico”, postou um perfil em uma rede social. Há relatos também de motos circulando em ruas no entorno do morro e dando ordem para os comerciantes fecharem as portas.

A PM informou que não recebeu informações sobre o comércio fechado, apesar de dizer que o policiamento está reforçado na região do Morro do Estado por policiais do 12º BPM (Niterói).

O soldado PM Wagner Proença foi atingido na perna e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca. Ainda na madrugada de segunda-feira, ele foi transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, para ser submetido a cirurgia, mas não resistiu à hemorragia e morreu. Ele era casado e tinha uma filha de apenas 2 anos. O corpo do policial militar será sepultado na tarde desta segunda, às 17h, Cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo.

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Lequinho Capeta respondia a processos na Justiça por roubo, tráfico e homicídio. Na ação, a polícia apreendeu um fuzil, que foi levado para a 77ªDP (Icaraí), onde o confronto foi registrado.

Segundo dados do Disque-Denúncia, Lequinho Capeta, em abril de 2011, participou do assassinato a tiros de dois primos diante da família deles em uma rua que dá acesso ao Morro do Estado. Cerca de um ano depois, quando era acusado de comandar um arrastão em um restaurante no bairro de São Domingos que fez 30 clientes vítimas, ele se entregou na 76ªDP (Niterói). Desde então, ele estava foragido.

/Adriano e Flávio Araújo, O Dia

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