quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Niterói, RJ

Dilson Ornelas: Quando o associativismo é a solução

Publicado em 11/08/2017 - 20:29

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Dilson Ornelas

Bem antes de se falar em sindicato de estivadores no Rio de Janeiro, ainda no segundo semestre de 1903, um grupo de trabalhadores da estiva que saía todas as manhãs do Cais dos Mineiros para abastecer navios com café se organizou para dar um basta naquilo que consideravam abuso dos seus patrões, uma carga horária de 10, 11 e até 12 horas. No dia 25 de agosto nove navios aguardavam para ser abastecidos, e no dia 2 de setembro, quando a greve chegou ao fim, o número já era bem maior. Graças a essa paralisação, os trabalhadores reduziram a jornada de trabalho para 9 horas diárias, entre as 5 horas da manhã e 4 da tarde, com uma hora de descanso.

Uma organização assim não era para ser desprezada, e no dia 13 de setembro esses trabalhadores fundaram a União dos Operários Estivadores. Essa associação passou, então, a defender os interesses daqueles trabalhadores tão importantes em um país exportador agrícola, como o Brasil. De acordo com o seu estatuto, a União defendia seus associados gratuitamente em casos de prisões injustas, mediava conflitos trabalhistas, e se propunha a elaborar um jornal, a construir uma biblioteca, a socorrer os associados em casos de enfermidade e a socorrer as famílias em indesejáveis funerais. Com tamanha organização, em 1905 esses trabalhadores iniciaram uma luta para reduzir a carga horária de 9 para 8 horas diárias.

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Movimentos espontâneos assim ajudam a cunhar o significado de associativismo, que ocorre quando um grupo de pessoas se reúnem para tratar dos seus interesses. Claro que existem associações para o bem e para o mal, haja vista como também se articulam as mentes mais repulsivas do crime organizado. Decorridos já quase duas décadas do século XXI, vemos que o associativismo continua sendo uma tendência em uma sociedade cada vez mais complexa.

Nos últimos quatro anos, entre 2014 e 2017, coincidindo com a crise econômica que o Brasil experimenta, as pessoas vêm se associando auxiliadas por softwares para fundar novas profissões, novos nichos de mercado, ou mesmo para sobreviver.

Essa crise, que tirou do mercado de trabalho 14 milhões de brasileiros jogou o país em uma recessão sem precedentes e feriu de morte os planos de saúde que davam alguma segurança a milhões de trabalhadores agora desempregados.

É nesse contexto, portanto, que surge a Associação de Beneficiários da Saúde e de Serviços (Abensa), uma instituição que promete ser a solução para quem perdeu planos de saúde com a crise econômica, levando aos seus associados atendimento médico com qualidade e baixo custo. Entre outros serviços, Estatuto da Abensa promete apoio jurídico, descontos no comércio e lazer aos seus associados.

Maiores informações sobre a Abensa podem ser obtidas pelo e-mail associacaodebeneficiarios@gmail.com

Dilson Ornelas é jornalista e fundador da Associação de Beneficiários da Saúde e de Serviços.

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  • Drica T

    Parabenizo a iniciativa! Sempre desbravando com mente empreendedora, contrapondo com seu ar romântico. Sucesso também nesta empreitada!

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