sábado, 21 de outubro de 2017

Niterói, RJ

Dilson Ornelas: Por que as pessoas fazem cirurgia plástica?

Publicado em 02/10/2017 - 15:05

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Muitas motivações podem levar uma pessoa a se informar e a submeter-se à cirurgia plástica, mas a expectativa é sempre a mesma: alcançar melhoria em seu bem-estar social e psicológico. Mas a ideia de alterar cirurgicamente a sua aparência é sempre uma decisão que deve ser amadurecida e compartilhada com profissionais experientes, de boa reputação e curriculum impecável.

Até agora não havia meios de se avaliar a eficácia, a longo prazo, das cirurgias estéticas. Quem se candidatava aos procedimentos tinha de enfrentar a desconfiança e a desinformação coletiva diante do assunto. Mas agora, graças à ciência, isso está mudando.

A revista científica Clinical Psychological Science publicou recentemente um estudo de longo prazo. Um grupo de cientistas investigou os efeitos psicológicos da cirurgia plástica em 550 pacientes. Segundo esse estudo, os participantes demonstraram mais satisfação com a vida e mais autoestima após a cirurgia ter alterado sua aparência física. Os resultados compõem o maior estudo já feito sobre esta questão foram publicados na renomada revista.

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Em artigo que escreveu sobre esse mesmo assunto, Márcia Wirth lembra que os cientistas queriam saber que metas os pacientes estabeleceram para si mesmos, antes da cirurgia, e que metas eles conseguiram alcançar depois do procedimento cirúrgico. “Compararam 544 pacientes que fizeram uma cirurgia plástica pela primeira vez com dois outros grupos: 264 pessoas que já tinham pensado em fazer uma cirurgia plástica e, em seguida, decidiram não fazer o procedimento, e, por outro lado, 1000 pessoas, da população em geral, que nunca se interessou pelo tema”.

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Entre outras coisas, o estudo mostra que o desejo de melhorar a aparência predomina entre pessoas mais jovens com rendimentos ligeiramente acima da média, e que as mulheres representam 87% de todos os pacientes que optam pela cirurgia plástica.

Ao contrário do que diz o senso comum, os pacientes fugiram de respostas tolas, quando interrogados sobre o objetivo esperado com a cirurgia. Apen as 12% marcaram respostas como “Todos os meus problemas serão resolvidos” ou “Eu serei uma pessoa completamente nova”. A grande maioria respondeu de forma mais realista, expressando desejos, tais como “se sentir melhor”, “eliminar manchas” e “desenvolver mais autoconfiança”.

“Os pesquisadores testaram os pacientes antes da cirurgia, bem como três, seis e doze meses depois. “Em média, os participantes afirmaram ter alcançado o objetivo desejado e estarem satisfeitos com os resultados, a longo prazo. Em comparação com aqueles que tinham optado por não fazer a cirurgia plástica, os pacientes que fizeram a cirurgia plástica se sentiam mais saudáveis, menos ansiosos, tinham desenvolvido mais autoestima e consideravam seus corpos mais atraentes. Não foram observados efeitos adversos. Assim, os pesquisadores foram capazes de estabelecer um nível elevado para a média de sucesso do tratamento da cirurgia plástica, também em termos de características psicológicas”, conclui Márcia Wirth, citando em seu artigo o médico Ruben Penteado, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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