sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Niterói, RJ

Cremerj aponta irregularidades em quatro hospitais do Rio

Publicado em 25/10/2017 - 14:19

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A dois dias da votação na Câmara dos Vereadores da lei orçamentária na área da Saúde para 2018, que prevê uma redução de R$ 490 milhões em relação ao aprovado para este ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj) divulgou nesta terça-feira um levantamento feito a partir de vistorias realizadas em sete hospitais municipais. Assim como vem acontecendo com as clínicas da família, as grandes unidades também enfrentam falta de insumos, medicamentos e profissionais, além de emergências superlotadas.

De setembro a outubro, foram fiscalizados os hospitais Souza Aguiar, no Centro; Salgado Filho, no Méier; Fernando Magalhães, em São Cristóvão; Rocha Faria, em Campo Grande; Albert Schweitzer, em Realengo; Evandro Freire, na Ilha do Governador; e Ronaldo Gazolla, em Acari.

“A crise nas unidades municipais é grave e precisa de resoluções imediatas. A população é quem mais sofre com toda essa situação. Médicos e demais profissionais de saúde estão atuando em condições precárias, o que certamente impacta no atendimento. Há atrasos de salários, superlotação, falta de recursos humanos e déficit de medicamentos e insumos. É uma situação absurda. Não dá para continuar desse jeito”, destaca o presidente do Cremerj, Nelson Nahon.

Há ainda problemas graves de infraestrutura. No Souza Aguiar, das dez salas do centro cirúrgico, apenas cinco estão em funcionamento devido a problemas na climatização.

A Secretaria municipal de Saúde informou que o prefeito Marcelo Crivella recebeu ontem representantes das nove organizações sociais que administram unidades de saúde, e solicitou um levantamento dos recursos necessários para a regularização de salários em atraso dos funcionários. O valor ficou de ser apresentado pelas OSs hoje. “Assim que receber as informações, o prefeito — com as secretarias de Fazenda e Saúde — estudará a viabilidade de fazer o repasse nos próximos dias”, informou a nota enviada ao jornal EXTRA.

Moradores e profissionais de saúde das clínicas da família do Complexo do Alemão levaram faixas e cartazes para protestar contra as condições de atendimento nas unidades Moradores e profissionais de saúde das clínicas da família do Complexo do Alemão levaram faixas e cartazes para protestar contra as condições de atendimento nas unidades.

O protesto reuniu também usuários dos dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) que funcionam no Alemão.

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