quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Niterói, RJ

Com metade dos leitos fechados, hospital do Rio corre risco de fechar

Publicado em 29/11/2017 - 16:15

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) fez uma fiscalização nas principais unidades de saúde da rede pública municipal e constatou que a crise também atinge vários setores do hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio. De acordo com Nelson Nehon, presidente do Cremerj, a situação na unidade é assustadora.

“O Gazolla é o principal hospital de retaguarda do município. Metade dos leitos já estão fechados, o ambulatório não recebe mais novos pacientes, as cirurgias eletivas estão suspensas e ainda corremos o risco de perder essa maternidade que faz em torno de 480 partos por mês. É muito grave a situação do Gazolla e de outros hospitais da rede municipal”, disse Nahon.

O presidente do Cremerj afirma que, se os problemas continuares, a unidade corre risco de fechar. Ele diz ainda que, em outros hospitais municipais, a situação também é precária.

“Se continuar a crise que está, sem o repasse das verbas, corremos esse risco [de fechar], mas a situação é muito grave também, por exemplo, no Souza Aguiar. Fiscalizamos dois tomógrafos quebrados, pacientes de trauma sendo mandados para fazer uma tomografia no [hospital] Pedro II a 60 quilômetros de distância, mas também já quebrou o tomógrafo do Pedro II e agora mandam para o [hospital] Albert Schweitzer. No Albert Schweitzer, tem 20 leitos fechados, o CTI pediátrico está fechado, faltam medicamentos, faltam médicos, enfermeiros, demais profissionais de saúde. A situação dos hospitais municipais é extremamente grave”, explicou.

Nelson Nahon também disse, em entrevista ao Bom Dia Rio desta quarta-feira (29), que as Clínicas da Família também sofrem com a falta de medicamentos e de profissionais. “É necessário que haja uma medida imediata do prefeito Crivella de repor os recursos da saúde na saúde”, completou o presidente do Cremerj.

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